الإضراب في فالي دي جوديوس يستمر حتى أغسطس – المراقب

الإضراب في فالي دي جوديوس يستمر حتى أغسطس – المراقب

سيستمر إضراب ضباط السجن في سجن فالي دي جوديوس في ألكونتر، والذي بدأ في 10 مارس، حتى نهاية أغسطس، نظرًا لاستمرار انعدام الظروف الأمنية.

وقال رئيس الاتحاد الوطني لحرس السجون (SNCGP)، الذي أصدر هذا الإضراب والذي تم تأجيله عدة مرات، لوكالة لوسا إن الإضراب المقرر أن ينتهي يوم الثلاثاء سيستمر حتى 31 أغسطس بسبب استمرار انعدام الظروف الأمنية، مما أدى إلى هروب خمسة سجناء في عام 2024، وتم القبض عليهم مرة أخرى منذ ذلك الحين.

بالنسبة الى فريدريكو مورايس، لم يتم تلبية جزء من المطالب منذ ذلك الحين ولم يبدأ بعد تركيب شبكات الأمان الجديدة في الساحات ولم يتلق عطاء بناء برجي المراقبة أي رد من الجهات المعنية.

وأضاف الزعيم النقابي أن قضايا مثل الأنشطة الزائدة التي تعتبر غير ضرورية وإعادة هيكلة ساعات عمل هذا السجن في ألكونتر، منطقة سانتاريم، لم يتم حلها أيضًا.

وقال فريدريكو مورايس إن “التغيير الوحيد الذي أوشك على الانتهاء هو تغيير مثبطات الإشارة [eletrónico, para inibir telemóveis e drones, entre outros), mas que a programação terá sido mal feita e o processo terá de ser programado novamente”.

“Estão cá as peças todas, vindas de Israel, só que segundo informações que chegaram ao sindicato, o processo foi mal programado e agora terá de ser repetido”, vincou.

O dirigente sindical adiantou que, passados quatro meses do início da greve, apenas foram concluídas a iluminação e a limpeza da mata em redor da cadeia.

De acordo com o sindicato, a greve continuará a ser total, com serviços mínimos decretados, não tendo os reclusos atividades (não estudam, nem trabalham), com horário de pátio reduzido e a terem que ficar nas respetivas celas 22 horas por dia.

A redução dos horários de pátio mantém-se como uma das reivindicações desta greve, à semelhança daquilo que aconteceu na cadeia do Linhó, onde os reclusos sem atividades viram os seus horários reduzidos.

O dirigente sindical acrescentou que apesar dos mais de 90% de adesão à greve, a cadeia de Vale de Judeus “tem estado a funcionar”, uma vez que redução dos horários dos reclusos e o desfasamento das idas aos pátio, permite o controlo por menor número de guardas prisionais, que também têm prestado trabalhos de vigilância/controlo às obras em curso.

O número de visitas também foi reduzido para todos os presos, que “passam a ter só uma por semana”, acrescentou na altura o SNCGP, referindo que a greve terá tido impacto nas idas dos reclusos a consultas e a tribunal.

Entretanto, após um pedido do sindicato de arbitragem para definição dos serviços mínimos, a Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) “emitiu um parecer onde mantém todas as condições desta greve” pedidas pelo SNCGP, apesar do pedido de alterações feito pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

De acordo com a mesma fonte, a DGRSP queria mais atividades a decorrer durante a greve, como as visitas íntimas e o esquema de visitas, mas o sindicato considerou tratar-se de uma violação dos direitos dos trabalhadores”.



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